Aproximadamente 72% da atual faixa de Mata Atlântica, que se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, é composta por propriedades particulares.

Por esta razão, a viabilização econômica dessas propriedades é fundamental para a preservação da floresta. Trata-se de uma área que compreende cerca de sete milhões de hectares.

Se as propriedades cultivarem o palmito

Se 1/3 das propriedades particulares com Mata Atlântica passassem a produzir palmito, o volume negociado alcançaria mais de R$ 1 bilhão. Há de se ressaltar que o juçara é o palmito que encontra maior demanda no mercado, tendo em vista a sua qualidade superior em termos de sabor e textura. Como o Brasil responde pela maioria dos palmitos em conserva do mundo, uma parte significativa desses produtos poderia ser exportada.

A opção pela produção sustentada do palmito é também uma forma de recuperar a espécie juçara, nativa da Mata Atlântica, que hoje se encontra em um estágio de quase extinção. Segundo dados do IBGE, em 1980 o juçara já representava apenas 2,5% do total de palmitos comercializados no país. Hoje, esta cifra mal ultrapassa 1%.

Reparando uma injustiça

O modelo de produção sustentada de palmito proposto pelas Reservas do Brasil também inclui os chamados
caiçaras
, que representam a quinta geração dos coletores de riquezas florestais na região de Mata Atlântica.

Nos últimos anos, os caiçaras foram colocados na clandestinidade e hoje são tratados como marginais. Atualmente, eles continuam a habitar as áreas de remanescentes e muitos não têm perspectivas de ingressar na economia formal.

A forma de produção proposta pelas Reservas do Brasil oferece a esta população a possibilidade do trabalho honesto e compensador, ao mesmo tempo em que reduz drasticamente o atual grande problema social ligado ao roubo de riquezas florestais.

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