O plantio das sementes do juçara é feito a lanço nas áreas sombreadas da floresta. Nas regiões abertas, o sombreamento pode ser temporário, em consórcio com outras culturas, como a bananeira. Por outro lado, o plantio também pode ser feito em viveiros de mudas com sombreamento, visando a transferência após o terceiro ano, quando a palmeira poderá ser exposta ao sol.
O espaçamento médio utilizado entre os palmiteiros é de 2m x 1m. Os maiores rendimentos por planta são obtidos nos espaçamentos maiores. A planta é considerada adulta quando atinge entre 12 e 15 metros de altura e cerca de 15 centímetros de diâmetro.
Em uma propriedade semi-devastada (onde exista apenas vegetação secundária, sem palmito) recomenda-se o plantio de 10 quilos de sementes por hectare para a reintrodução dos palmitos.
Após o oitavo ano após a semeadura, a produção anual poderá se perpetuar em 10 quilos de palmito/hectare. Nesta época, deverá haver cerca de 26 palmeiras adultas por hectare.
Origem das sementes
Inicialmente, as sementes das Reservas do Brasil estão sendo doadas aos associados pela Fazenda Multiambiental, a primeira propriedade particular do Brasil a implantar a produção sustentada do palmito juçara, em 1989, na região de Tapiraí.
A Multiambiental é mantida pela Casa do Palmito . Juntamente com esta empresa, a fazenda recebeu em 1993 o Diploma Ação Verde, concedido por consultores da ONU e representantes de entidades ambientais tais como Fundação S.O.S. Mata Atlântica, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e outras.
A produção anual de sementes da Multiambiental está estabilizada em 600 milhões de unidades.

Fazenda Multiambiental
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